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Comparativo - Meriva x Fit Edição 11
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  Privilégio para o conforto

Dois representantes do segmento de veículos chamados Monocab, o Meriva, da GM, e Fit, da Honda, têm vários detalhes em comum, mas muitas diferenças na manutenção preventiva

Lançado em 2002, o Meriva, da General Motors, foi desenvolvido por engenheiros e designers brasileiros em parceria com a Opel (braço europeu da GM). O monovolume Chevrolet chegou como opção para quem procura um veículo ágil no trânsito, espaçoso, com boa capacidade para transportar carga e transitar nos finais de semana em rodovias e estradas que dão acesso a chácaras e sítios. As primeiras unidades saíram da linha de montagem equipadas com propulsores 1.8L (8 e 16 válvulas).

O consumidor gostou, pois naquele ano, apesar de a comercialização iniciar em agosto, segundo levantamento feito pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram emplacados no total 6.019 modelos.

Ao longo de sua trajetória no mercado brasileiro, passou por três atualizações e até ganhou a versão esportiva SS. As mudanças começaram já em 2003. A grande novidade do setor, motores que consomem álcool, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção, foi incorporada ao Meriva, que entrou para a história como o primeiro monovolume a utilizar a tecnologia bicombustível. Nesta fase, a montadora de São Caetano do Sul tirou de linha a opção de motor 16V.

Em agosto de 2004, a GM promoveu alterações nos pacotes de itens e as versões passaram a ser Joy, Maxx e Premium.

Sem alterar o desenho externo, ainda na história do Meriva figuram outras duas novidades: em 2005, foi equipado com a segunda geração dos propulsores Flexpower Powertrain (112 cv gasolina e 114 cv- álcool, ambos a 5.600 rpm e torque máximo de 17,7 mkgf a 2.800 rpm), e ganhou a versão esportiva denominada SS.

A distância entreeixos deste carro é de 2.630 mm. O comprimento exterior chega a 4.042 mm. E a largura total soma 1.944 mm, com altura de 1.624 mm.

Já o Fit, depois de fazer sucesso entre consumidores japoneses e europeus com o nome de Honda Jazz, foi ser fabricado no Brasil em 2003 e oferecido com duas opções de transmissão: manual e automática continuamente variável (CVT).

O coração do modelo, motor i-DSI 1.4L, de 80 cv, tem duas velas por cilindro, para proporcionar melhor queima de combustível. Este sistema foi desenvolvido nas pistas dos Estados Unidos durante as competições da Fórmula Indy e depois usado na Fórmula 1.

O carro possui tanque de combustível centralizado sob os bancos dianteiros e motor de pequenas dimensões. Soluções para oferecer maior espaço interno.

Desde o início da produção e comercialização, a montadora de Sumaré promoveu poucas modificações no monovolume. Em fevereiro de 2005, passou a contar com a opção de propulsor mais potente, o 1.5L VTEC, que gera 105 cv e torque máximo de 14,6 mkgf a 4.800 rpm. Para distinguir o mais fraco do mais forte, é necessário ser um bom observador. O 1.4L tem a grafia Fit na tampa traseira com o pingo do ‘I’ na cor vermelha, e no 1.5L o pingo é azul, ainda no lado esquerdo aparece a inscrição ‘VTEC’.

E a mais recente alteração foi mostrada no Salão Internacional do Automóvel em 2006: o i-DSI 1.4L passou a consumir álcool, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção, graças ao uso da tecnologia Flexfuel fornecida pela Bosch.

Mas diferente dos concorrentes que optaram pelo motor Flex e tiraram de linha a versão gasolina, a montadora japonesa passou a oferecer as duas opções, porém a injeção bicombustível só é ofertada no propulsor 1.4L com transmissão manual.

O monovolume compacto da Honda tem distância entreeixos de 2.450 mm, o comprimento soma 3.830 mm para uma altura de 1.525 mm e largura de 1.675mm.

Ao olhar pela primeira vez, o Meriva aparenta ter pouco espaço para transporte de carga no porta-malas. Mas não se engane com as aparências, pois no veículo da GM é possível carregar 360 litros de bagagem, com os assentos em posição normal. Este volume pode ser ampliado para 1.610 litros, ao rebater os bancos (divisão 1/3 e 2/3 com regulagem de inclinação do encosto e dois apoios sólidos para cabeça com regulagem em altura).

Com o Fit, apesar de parecer pequeno, o espaço para carga com os assentos traseiros em posição normal é de 380 litros e 1.321 litros ao rebater os bancos. Todas as versões vêm com o sistema ULT (UTILITY-UTILITÁRIO/LONG-LONGO/ TALL-ALTO) de posicionamento dos assentos. Permite mais de dez configurações sem a necessidade de remoção dos encostos de cabeça.

O Meriva versão Joy, de entrada, tem preço para venda sugerido de R$ 44.055, e de acordo com a escolha do pacote de acessórios pode chegar a R$ 51.988. É equipado com rodas de aço aro 14'', calotas integrais na cor prata e pneus 175/70. Traz de série direção hidráulica, limpador e desembaçador traseiro, break light e imobilizador. O sistema de ar-condicionado e trio elétrico são opcionais.

A versão Maxx, preço sugerido de R$ 52.004, além dos itens do modelo Joy, traz trio elétrico e ar-condicionado de série, assim como antena eletrônica e preparação para sistema de som, mesas tipo “avião”, para os passageiros dos bancos traseiros, entre outros. E a versão Premium, top de linha, custa R$ 56.950. Este carro é equipado com todos os acessórios para conforto e conveniência, e também freios ABS e airbag duplo. As rodas de alumínio aro 15'', 9 raios, calçadas com pneus 185/60 equipam as versões Maxx e Premium.

O Fit 1.4L é comercializado nos modelos LX (R$ 45.215 gasolina/ R$ 46.575 Flex - manual e R$ 49.580- automático), LXL (R$ 48.935 gasolina/ R$ 50.405 Flex - manual e R$ 53.310 gasolina- automático). Já o 1.5L recebeu a denominação EX (R$ 53.175- manual e R$ 57.500-automático, ambos gasolina).

É equipado em todas as versões com rodas em liga leve 14X5 1/2JJ (5 raios LX e LXL, 7 raios EX) e pneus 175/65. Traz de série ar-condicionado, airbag (versão de entrada LX, só para o motorista), trio elétrico, antena no teto, break light, limpador e desembaçador traseiro, sistema de direção com assistência elétrica (EPS). Não há opcionais e itens como: CD Player, painel de instrumentos com controle de iluminação, freios com sistemas ABS e EBD, que não figuram no modelo de entrada, estão presentes na versão intermediária e top de linha.

CUSTOS DE MANUTENÇÃO

Para saber o custo de manutenção do Chevrolet Meriva equipado com motor 1.8 Flexpower, a reportagem do jornal Balcão Automotivo consultou a concessionária Itacolomy, pertencente ao Grupo Itororó e localizada na zona sul da cidade de São Paulo.

Segundo Wilson Dornelas, gerente de pós-vendas da revenda autorizada, a GM oferece ao consumidor vários pacotes que incluem peças e mão-de-obra chamados: ‘Kits Instalados Chevrolet’.

Sendo assim, o Kit composto por óleo lubrificante, filtros de ar, óleo e combustível tem o custo de R$ 107,00. O mesmo acontece para substituir as velas e os cabos, neste caso o valor é de R$ 154,00.

Para trocar o filtro de pólen e fazer a limpeza do sistema de ar-condicionado, não há Kit e o preço é de R$ 225,00.

Substituir os amortecedores dianteiros custa R$ 426,00 e os traseiros R$ 210,00 (ambos os custos incluem peças e serviços).

Para trocar discos e pastilhas de freios, o proprietário do Meriva desembolsa no Kit R$ 538,00. E para substitir as lonas traseiras o valor das peças é de R$ 212,70. Pelo serviço é cobrado R$ 187,50.

A limpeza geral do sistema de arrefecimento e aditivos têm custo de R$ 210,00.

Todas as peças e serviços têm garantia de 1 ano e podem ser pagos em até 3 vezes sem juros com cartões de crédito ou 5 vezes no cheque. Mas neste caso é cobrada a Taxa de Abertura de Crédito (TAC).

Nesta reportagem, usamos como base o Fit EX 1.5L com transmissão manual. O custo de manutenção foi cotado na concessionária Honda Forte, localizada na zona oeste da capital paulista.

José Uilson, gerente de peças da concessionária, explicou que a Honda não oferece pacotes de serviços e tem como política trocar só o item que apresentar defeito. Assim, caso seja constatado, por exemplo um amortecedor com problema, e os outros corresponderem às especificações da fábrica, só esta peça será substituída. Neste caso, cada amortecedor dianteiro tem preço estipulado de R$ 250,44 e a mão-de-obra é de R$ 280,00.

Cada amortecedor traseiro custa R$ 158,14. Para substituição, o valor cobrado é de R$ 140,00.

Pelo disco de freio, o proprietário de um Fit paga R$ 167,63 e o jogo de pastilhas custa R$ 175,00. O valor para trocar ambos é de R$ 150,00. Ainda segundo os técnicos da concessionária, dependendo do desgaste, os discos podem ser retificados por R$ 140,00. E a manutenção do sistema de freio traseiro, em que serão substituídas as lonas, custa R$ 320,35 (R$ 180,35 lonas + R$ 140,00 mão - de - obra).

Para trocar óleo, filtros de óleo e combustível, o preço total é de R$ 200,00.

Para substituir cada vela, é cobrado R$ 11,77. Vale lembrar que o motor 1.4L usa oito velas, e o 1.5L quatro. O custo de mão-de-obra é de R$ 140,00.

No Fit, nas duas motorizações (1.4L e 1.5L), não há cabos de vela, pois usa bobinas, e não é necessário trocar durante a manutenção preventiva. A substituição só acontece caso a peça apresente problema.

Pela limpeza e higienização do sistema de ar-condicionado, é cobrada a quantia de R$ 150,00. O carro não utiliza filtro de pólen. Já para fazer a manutenção no sistema de arrefecimento o custo é de R$ 140,00 e inclui o adiivo.

A concessionária ainda oferece pagamento em 6 vezes sem juros, parcelados no cartão de crédito, para compras acima de R$ 400,00, e 1 ano de garantia nas peças e serviços.

Posição alta para dirigir, muitos portaobjetos, bancos traseiros rebatíveis em várias posições, o que facilita o transporte de cargas, teto alto, são pontos em comum entre Meriva e Fit. Estes detalhes agradam às consumidoras, que valorizam design, acabamento e espaço em um veículo. Já o homem pensa primeiro na potência.

Por: Edison Ragassi
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